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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

REFORMA AGRARIA EM ROMA E NO BRASIL

 A questão da reforma agrária e da má distribuição de terras no Brasil,assim como do mundo em geral, não é de hoje. Os Gracos ficaram para a História como grandes reformadores que tentaram proporcionar melhores condições de vida às camadas mais pobres da sociedade romana, e pela melhor distribuição de terra.

Porem como era de se esperar, essa idéia não deu muito certo, pois além de ir contra a vontade de muitos latifundiários, abalou os membros do senado, resultando em mortes e perseguições.
O que acontece aqui no Brasil não é muito diferente, a distribuição desigual de terras vem desde a época do descobrimento, quando os portugueses ‘’roubaram’’ as terras dos índios e criaram as capitanias hereditárias, resultando em grandes atos de violência, concentração de terras nas mãos de poucos, sendo esse problema prolongado até os dias de hoje. O Brasil não teve os movimentos sociais que, no século 18, democratizaram o acesso à propriedade da terra e mudaram a face da Europa
O ponto que une esses dois textos é o fato de que mesmo em épocas diferentes, com conceitos diferentes, o problema maior daqueles que tentaram e até hoje tenta resolver a questão da distribuição de terras, é a resistência dos latifundiários, latifundiários esses que são proprietários de grandes extensões de terra, cuja maior parte aproveitável não é utilizada.
Assim como na Roma antiga, pessoas sem terra, sem comida, e sem trabalho, geram tensão social e política, sendo assim muito fácil, disponibilizar pedaços de terras para que essas pessoas possam dessas tirar o seu sustento, ter onde morar, e no caso do Brasil atual, até acabar com o inchaço urbano causado por milhares de pessoas que vão para centros urbanos procurando condições de vida melhores.
Na sociedade Romana também teve um episodio de inchaço urbano, Como resultado da marginalização dos plebeus, tornando as cidades superpovoadas.
Atualmente no Brasil, vivemos em um ‘’monopólio’’ internacional, onde tudo é voltado para a exportação, comercio do exterior, pesquisas e investimentos, tendo como conseqüências preços muitos altos, descontrole de alimentos bons para os trabalhadores na cidade e a falta de oportunidade de crescemos sozinhos, transformando nosso país como o próprio texto diz, em uma colônia novamente. Isso de uma maneira ou outra afeta a política da reforma agrária, que cada vez piora, não sai do lugar, pois tudo é um ciclo.
Muitos dizem que o MST (movimento dos trabalhadores rurais sem terra) é praticamente uma organização criminosa, pois invadem terras alheiras, mais se for parar para analisar a situação, veremos que são somente pessoas que lutam pela reforma agrária, pela terra, assim como uma sociedade mais justa, sem discriminação, e sem exploração.
O único jeito que essa população achou para resolver os problemas foi por meio de greves, organizações e imobilizações dos trabalhadores e trabalhadoras, pois as únicas pessoas que de fato podem ajudar, pouco sabe e faz, que é o governo.
O MST é um problema de todos, pois sem reforma agrária não há democracia.
Os irmãos Graco foram para os romanos a derradeira chance de encaminharem sua sociedade para a democracia, Infelizmente a proposta de reforma agrária para aquela população que não entendia a necessidade de uma reforma agrária,não vingo, gerando ainda mais polemica,dando origem a ditaduras.
Países que tiveram reforma agrária tiveram grandes resultados como, aumento de empregos, aumento da produção e etc.
Esperamos pelo fim da grande miséria e da fome em nosso País e isso só se alcançará com a Reforma Agrária, que é meta prioritária. O Brasil chegou ao século 21 sem ter resolvido um problema com raízes no século 16.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Religião Egípcia

                          
                                            Religião Egípcia  
    
A religião no Egito Antigo era marcada por várias crenças, mitos e simbolismos. A prática religiosa era muito valorizada na sociedade egípcia, sendo que os rituais e cerimônias ocorriam em diversas cidades. A religião egípcia teve grande influência em várias áreas da sociedade.                                         
As raízes da religião encontram-se nas aldeias neolíticas, anteriores à organização do Estado. Como a maioria dos povos primitivos, os primeiros egípcios tinham uma atitude de respeito em relação aos fenômenos da natureza- o Sol, a Lua, o Nilo - e às características marcantes dos animais - a ferocidade do leão, a força do crocodilo, etc. As primeiras divindades que surgiram eram quase sempre representadas sob a forma de um animal. Os egípcios veneravam especialmente o Sol: devem ter percebido que a vida depende dele e o adoravam sob vários nomes e diversos cultos. À medida que foram aprendendo a dominar a natureza, passaram a valorizar as qualidades humanas e o antropomorfismo - concepção dos deuses sob a forma humana - apareceu na religião egípcia, algum tempo antes do advento da primeira dinastia.
Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado por parte humana e parte de animal sagrado. Anúbis, por exemplo, deus da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser humano.

Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas vidas.

No Egito Antigo existiam diversos templos, que eram construídos em homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor.

Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração.

                                                      HINO AO DEUS RÁ (O SOL)

"Que belo é teu levantares-te no horizonte do céu, ó Rá (Sol), iniciador da vida! Quando te arredondas no horizonte, enches a terra de tuas belezas: és encantador, sublime. Quando repousas no horizonte ocidental, a Terra fica em trevas, como morta Mas a aurora vem, tu despontas no horizonte, irradias como Disco do dia, as trevas dissipam-se As Duas Terras do Egito põem-se em festa Todos os animais se alegram, as árvores e plantas crescem, as aves voam de seus ninhos, com as asas abertas em adoração do teu Rá Tu criaste a Terra segundo o teu coração, com os homens e os animais, tudo que na Terra existe, os países estrangeiros, a terra do Egito. Tu crias o Nilo no mundo inferior e os fazes sair à superfície da terra, onde queres, para alimentar os homens do Egito... e também puseste o Nilo no Céu, para que desça aos povos afastados, para regar seus campos, suas regiões, de que eles vivam.


                    O MITO DE OSÍRIS 
O deus Osíris era um grande rei, que sucedera a seu pai Geb (a Terra); de parceria com sua mulher; a deusa-mágica Ísis, ensinou aos homens a agricultura, inventou o pão, o vinho e a cerveja (elementos essenciais da alimentação do povo egípcio), revelou-lhes a metalurgia. Mas seu irmão Tifão ou Sete mata-o: afogado no Nilo corta seu corpo em pedaços e espalha pelos canaviais. Mas Ìsis recolhe os membros espalhados refaz o corpo (como múmia) e, usando da sua ciência mágica, ressuscita Osíris, que viverá agora eternamente, mas no Céu. Seu filho, o deus Hórus, combate e vence Sete e sucede ao pai no trono do Egito. (FREITAS, G. de., op. cit. V. 1, p. 47/48).


Principais Divindades do Egito Antigo e Suas Características.

Nome do deus(a)
 O que representava
Rá
Sol (principal deus da religião egípcia)
Toth
Sabedoria, conhecimento, representante da Lua
Anúbis
Os mortos e o submundo
Bastet
Fertilidade, protetora das mulheres grávidas
Hathor
Amor, alegria, dança, vinho, festas
Céu
Khnum
Criatividade, controlador das águas do rio Nilo
Maet
Justiça e equilíbrio
Ptah
Obras feitas em pedra
Seth
Tempestade, mal, desordem e violência
Sobek
Paciência, astúcia
Vida após a morte, vegetação
Amor, magia
Tefnut
Nuvem e umidade
Chu
Ar seco, luz do sol
Geb
Terra

                              O EMBALSAMENTO DE RICO 

"Primeiro, com a ajuda de um ferro curvo, extraem o cérebro pelas narinas. Em seguida, com uma pedra cortante, fazem uma incisão no flanco e retiram os intestinos, que limpam e purificam com vinho de palmeira e purificam uma segunda vez com arômatas moídas. Depois, enchem o ventre de mirra pura triturada, de canela e de todos os outros arômatas, com exceção do incenso e cosem. Feito isso, salgam o corpo cobrindo-o com (carbonato de sódio natural) durante 70 dias. Lavam o corpo, enrolando-o todo em faixas de linho fino, com uma camada de borracha (como cola). Metem o morto num estojo de madeira em forma de figura humana. Que guardam no interior de uma câmara funerária.

               O EMBALSAMENTO DE POBRE 
           
Desinfetam os intestinos. 
Colocam-no sal durante 70 dias; entregam o corpo.